Já não faço mais da escrita-pública um confessionário interminável, nem uma contemplação interrogada por reflexões ociosas, carentes de um Outro inteligente. Atualmente não verbalizo certas coisas, principalmente profissionalmente. É meu silêncio que complicará, cada vez mais, a aplicação das políticas que me ofendem.
Como filósofo, estou algemado ao funcionário. E usarei os dois.
Jamais serei tal homem que, rebaixado à hierarquia, age de forma destrutiva. Se há hierarquia, denunciaremos hierarquicamente. Mil cairão sobre nossas cabeças, nenhum ao nosso lado, até que o nosso esteja acima de todos os corpos. Estaria na bíblia, não fosse ela tão corporativista.
Quando na universidade, essa sedentária e primária instituição de podres teses, não ouço o eco das grandes perguntas, apenas apontamentos das notas de rodapés, fico em silêncio.
E o faço porque não é o silêncio de quem está desiludido. É um silêncio deste cansaço, desta vontade de poder descansar no futuro. Estou acumulando forças que começam a se desentrincheirar.
Bartleby. Amo voce.
Cansaço meu amigo. Não há com quem discutir certas coisas, apenas temos que lutar nossas batalhas e seguir.
Chegou a hora.
Abs.
Explicitar o pensamento é doloroso, o silêncio é mais aconchegante para a alma. Talvez no silêncio se aprenda, talvez cresça ou desapareça. Filosofar em meio aos mortos não há sentido, mas com garantir que a falta de vida é morte?
Não deixe de falar pelas emblemáticas políticas que te ofendem.
Eis aqui um belo trabalho, parabéns!