Combustão Espontânea para Você!

Fôssemos um país desses mais cavalheirescos como o Japão, talvez sequer tivéssemos palavras de baixo calão em nosso idioma e pudéssemos gritar no trânsito a frase acima;

imaginei isso hoje.

Voltei a sofrer insônias repentinas. Ontem fiquei até com raiva por isso. Estou ansioso para nada. E não me acostumo a sentimentos como esse. Ansiedade senti poucas vezes e a cada vez me corrói mais.

Coisa estúpida.

Published in: on sábado, 24 outubro, 2009 at 1:09  Comments (2)  

Proporções

Essas infames linhas paralelas que sigo desenhando intermitentemente!

O qu’eu poderia (d)escrever aqui que sugerisse algo desconhecido a qualquer desavisado que acessasse isto num futuro possível? Por que, afinal, procuramos produzir novidades?  Ando indignado em ver que estamos (nós, uns poucos) limitados a uns poucos símbolos (porque é necessário que “eles”, os muitos, entendam) e ser obrigado a produzir obras semi-novas.

Enquanto falo essas bobagens, debato-me entre plagiar meus pensamentos e reler o dos outros.

A vida é tédio – e isso só chatearia a quem não tivesse os sentidos.

Published in: on sexta-feira, 23 outubro, 2009 at 0:42  Deixe um comentário  

“Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia”

“Enchiam meu encéfalo de imagens
As mais contraditórias e confusas!”

Será preciso retermos os fatos por longos minutos, que parecerão horas aos mais científicos. Aqui, enquanto em pé conseguirmos nos manter, não permitamos misturar os discursos co’as realidades que temos; ao nos valermos da retórica, não nos entregamos jamais a comentar os revezes, solicita-se, como sempre, que ao falarmos aos outros nos valhamos de profundo otimismo. A razão, no entanto, pede muito mais que o suportável pelo emocional (este que nos faz ausentar de tudo e todos), espalha em nosso rosto as misérias, atinge-nos com decadências das mais sujas e, o quanto antes, busca nos informar dos acontecidos todos e por nós mesmos devemos saber o prejuízo ou lucro – é falha nossa que não consigamos avaliar sobre estes se esta nossa fria e calculista parte nos traz uma boa ou má notícia (um curto benefício tantas vezes resultou num malefício maior). Os discursos, tão absurdamente egoístas em sua produção e coletivos em sua aplicação, não nos remetem à realidade, nem o devem fazer, pois eis a sua função: iludir. Palavras serão sempre uma obra à parte! Saibamos que, apesar de todo apoio que possamos ter,  somos partes que desconstituem o todo e que estaremos, ainda que aparados por muletas, sós.

Ou não.

Published in: on domingo, 18 outubro, 2009 at 17:21  Comments (2)