Vejo a Terra – e isso não muda nada.

“As claridades diurnas não cessam de se alimentar dos assombros noturnos”

O dicionário é uma maldição burocrata. Sua estática jamais facilitará a comunicação, como um manual de boas maneiras não ajuda nem a conviver – mesmo quem venha a discordar disto pode se perguntar se alguma vez as regras de trânsito ou de etiqueta deixaram alguém mais bonito ou mais inteligente.

Estou preguiçosamente idiota. Deveria estar descansando agora.

Published in: on terça-feira, 29 dezembro, 2009 at 5:01  Comments (3)  

Gato Metafísico

O gato ali descansa. Despreocupado repousa. Seus olhos fechados encerram em si todo o mundo, apenas quando novamente abri-los é que o tempo continuará a correr, então será hora do almoço. Nada põe em dúvida a condição do gato. A única coisa de que ele duvida é se realmente lhe sou necessário.

E só julgo qu’estou frente a um “gato” porque me julgo “homem”, disse um putrefato filósofo francês.

Encontrei algum abrigo na inquietação. Agora preciso movê-la comigo. Como posso arrastá-la para uma existência tão efêmera?

 

Published in: on quinta-feira, 10 dezembro, 2009 at 2:39  Comments (2)