Sem eiras, beirais ou laranjeiras.

…pode sim pode sempre como toda coisa nossa

que a gente apenas deixa poder que possa

[Leminski de 1987]

 

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Meus vizinhos passam a desexistir mais e mais. Vão vendendo lares como se fossem casas. São estatísticas, especulações, devem ser feitos de expectativas temerosas. São metros quadrados de silêncio. Pouco em pouco e todo muro em que sentei vira limite. Cada casa que explorei deixa de ser vizinhança para se tornar território. O carteiro Emerson está submetido às malas-diretas dos escritórios e nada mais. Talvez nos salvemos disso tudo vez em quando, numa carta que sabe de onde veio…

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Deixar que a vida seja tudo como se viver nos desse esse tipo de opção.

*foto da Vila Maria Zélia, lugar fantástico escondido num município besta.

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Published in: Sem categoria on terça-feira, 11 junho, 2013 at 4:18  Comments (1)  

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  1. As vezes me parece inevitável a sensação que conforme a vida cresce o mundo vai deixando de ser nosso.


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